domingo, 22 de maio de 2011

Desejo de ser mãe



Elenco:
Carole Bouquet (Hélène)
Aymará Rovera (Juana)
Mercedes Sampietro (soror Beatriz)
Ignacio Ramón Jiménez (Martín),
Emilio Bardi (Teodoro),
Juan Pablo Domenech (Gustavo)
Jorge Román (Alberto)
Rodrigo Alejandro Hornos (Ángel)
Esteban Luis Gonzales (El Pelado)
Mario Marcelo Reinoso (Tito)

Ficha técnica:
Título original: Nordeste
Direção: Juan Solanas.
Países: Espanha, Bélgica, Argentina e França.
Ano: 2005.
Duração: 104 min.
Gênero: Drama.
Roteiro: Juan Solanas e Eduardo Berti.
Produção: Aton Soumache, Iker Monfort, Alexandre Lippens, Genevieve Lemal e Alexis Vonarb.
Música: Eduardo Makaroff e Sergio Makaroff.
Fotografia: Félix Monti e Juan Solanas.
Montagem: Fernando Franco.
Direção artística: Sergio Rud.
Figurino: Paula Moore.
Estreia na Espanha: 30 Marzo 2007.

Sinopse: Aos 43 anos de idade, depois de sacrificar quase tudo para alcançar seus objetivos na carreira, Hélène (Carole Bouquet) uma linda e poderosa francesa, decide mudar o rumo da sua história. Seu desejo de ser mãe a leva a parte mais remota da Argentina, a procura de uma criança para adotar. Lá, ela descobre o Nordeste, uma região deserta onde a beleza do Campo contrasta com a miséria, violência e corrupção, mas descobre também a amizade e as carências de um povo. Hèléne está frente a frente com uma realidade que desconhecia, mas determinada a realizar seu grande desejo.

Nosso comentário: É um filme forte e denunciador. Conta a história de duas mulheres, Hélène (Carole Bouquet) e Juana (Aymará Rovera). Uma é independente, tem um excelente emprego na França, pois é alta executiva de uma empresa de medicamentos. Juana é apenas uma pobre mulher que vive uma vida sem expectativas, é amante de um homem casado, que trabalha em um matadouro de uma fazenda local, uma vez ou outra lhe traz algum pedaço de carne (é esse o tal "agrado" do homem que só usa o seu corpo e a deixa sempre sozinha à mercê de toda a desolação). Juana tem um filho que com toda precariedade da vida ainda vai à escola, mas corre um grande risco de entrar no mundo da marginalidade. As duas mulheres se encontram e dois dramas as unem. Hélène quer muito ter uma criança. Após uma tentativa frustrada, ela decide vir ao Nordeste da Argentina para levar para seu país mesmo de forma ilegal um bebê em que ela possa chamá-lo de filho. Juana sofre com a possibilidade de ficar sem moradia, sem ter para onde ir e abandonada pelo amante, tenta encontrar uma solução de estar com seu filho e mantê-lo na escola.
O filme Desejo de ser mãe (título no Brasil) só peca pela finalização, queremos saber se a Juana terá uma nova moradia ou se Hélène vai assumir Martín o filho de Juana (Ignacio Ramón Jímenez). Premiado em Cannes, Festival de Cinema de Estolcomo e Festival de Cinema de Habana, a película é realista ao abordar temas como corrupção, tráfico de crianças, de órgãos, violência e prostituição. Uma pequena cidade e seus pobres moradores são as grandes vítimas da exclusão social e de todos os tipos e crime. O locais das filmagens para Desejo de ser mãe/Nordeste foram: Formosa, Corrientes e Buenos Aires.

Nota: ****

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sedução

Ficha Técnica:
Título Original:
Belle Époque
Direção: Fernando Trueba
Produção: Andrés Vicente Gómez
Roteiro: Rafael Azcona
Música: Antoine Duhamel
Maquiagem: Ana Lorena
Fotografia: José Luis Alcaine
Montagem: Carmen Frías
País(es): Espanha, Portugal e França
Ano: 1992
Gênero: Comédia
Duração: 108 minutos
Produtora: Lola Films, S.A.
Elenco:
Penélope Cruz (Luz)
Gabino Diego (Juanito)
Fernando Fernán Gómez (Manolo)
Miriam Díaz-Aroca (Clara)
Ariadna Gil (Violeta)
Agustín González (Don Luis)
Jorge Sanz (Fernando)
Maribel Verdú (Rocío)
Michel Galabru (Danglard)
Chus Lampreave (Doña Asun)
Mary Carmen Ramírez (Amalia)
Juan José Otegui (Soldado)
Jesús Bonilla (Soldado)
María Galiana (Polonia)
Joan Potau (Paco)
Félix Cubero (Palomo)
Marciano de la Fuente (Alcalde)
José Antonio Sacristán (Rorro)
Manuel Huete
Luis Zagalo
Adelina Andrade
João Salaviza
Bernardino Nascimento
François Venturini
Miguel Pyrrait
Joaquín Raposo
Luis Romero
José Graniza
Fernando Sequeira
Eduardo Marqués

Sinopse: Durante os últimos meses da monarquia, após a revolta mal sucedida da sede da Jaca, o desertor soldado do exército, Fernando (Jorge Sanz). Em sua fuga é hospedado por D. Manolo (Fernando Fernán Gómez), um artista que vive em isolamento da realidade que atingiu Espanha e oferece sua ajuda, sua casa e amizade. A chegada das quatro lindas filhas de D. Manolo, fará com que o jovem desertor embarque em uma aventura em que acaba seduzindo uma irmã após a outra.


Nosso comentário: Trata-se de uma história light, bem à moda espanhola. Me arriscaria a dizer que seria uma comédia de costumes (gênero mais apropriado para o teatro que para o cinema). Se o filme fosse brasileiro da década de 50, provavelmente teria seu título como "O queridinho das meninas".
O jovem soldado desertor (Jorge Sanz) vê sua sorte mudar quando conhece D. Manolo (Fernando Fernán Gómez), este senhor se afeiçoa ao jovem, vendo-o como um filho que nunca teve. O senhor tenta em vão ocultar suas filhas: Luz (Penélope Cruz), Clara (Miriam Díaz-Aroca), Violeta (Ariadna Gil) e Rocío (Maribel Verdú). Isto acontece quando Fernando decide partir para Madrid no primeiro vapor e chegando na estação se depara com as beldades do velhinho bonachão. Ele não pensa duas vezes e volta para casa de D. Manolo alegando que perdeu o trem, tudo só para conhecer as meninas... intimamente. Há cenas engraçadas: a que o pai vibra quando Fernando diz que passou a noite com Violeta (pois a moça é lésbica), as situações o conduzem aos braços das fogosas mocinhas. Afinal ele tinha que escolher uma, terminou se casando com a caçulinha Luz (Pénélope Cruz)... Aliás é algo um pouco duvidoso, se foi mesmo com ela que ele bateu olho desde o início, pois parece que sim logo na primeira cena da estação; Ou, se foi a única normalzinha que lhe restou, as demais são complicadinhas. A mãe das moçoilas, Amalia (Mary Carmen Ramírez) é uma fracassada cantora de zarzuela que volta à casa com seu amante, Danglard (Michel Galabru). Amalia vive uma vida livre para a época, tem um amante (que é também seu empresário) com o consentimento do marido, D. Manolo. A cena mais engraçada é quando o amante sabe que Amalia vai para a cama com o marido após uma longa ausência e fica se torturando com a duração do coito que não foi rápido e D. Manolo o consola depois: "Não fique assim Danglard, você sabe que o corno da história sou eu". Cômico.
Este é o primeiro filme da Penélope Cruz, se vê sua carinha bem jovenzinha e verdinha; o ator Gabino Diego (Juanito) fez participação em um vídeoclipe do cantor espanhol, Alejandro Sanz ("El alma al aire"); Vovó Chus Lampreave faz uma participação para lá de engraçada, fazendo o papel daquela mãe bem mala, a mãe de Juanito; Ah e esse filme levou Oscar acreditem, melhor filme estrangeiro em 1992.
Nota: ****

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A ilha

Ficha técnica:
título original:The Island
gênero: Ficção Científica
duração: 02 hs 07 min
ano de lançamento:2005
site oficial: http://www.ailhaofilme.com.br
estúdio: DreamWorks SKG / Warner Bros. / Parkes/MacDonald Productions
distribuidora: DreamWorks Distribution LLC / Warner Bros.
direção: Michael Bay
roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci e Caspian Tredwell-Owen, baseado em estória de Caspian Tredwell-Owen
produção: Michael Bay, Ian Bryce, Laurie MacDonald e Walter F. Parkes
música: Steve Jabonsky
fotografia: Mauro Fiore
direção de arte: Jon Billington, Sean Haworth e Martin Whist
figurino: Deborah Lynn Scott
edição: Roger Barton, Paul Rubell e Christian Wagner
efeitos especiais: Industrial Light & Magic

Sinopse:
No futuro existe uma entidade utópica baseada na vida do século XX!, que procura recriá-la nos mínimos detalhes. Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) vive nesta realidade e, como todos seus residentes, sonha em chegar em um local chamado "a ilha", o único ponto não contaminado do planeta. Após descobrir que todos os habitantes são clones, que possuem a única finalidade de fornecer partes de seu corpo para seres humanos reais, Lincoln decide escapar juntamente com Jordan Two Delta (Scarlett Johansson).

Elenco:
Ewan McGregor (Lincoln Six Echo / Tom Lincoln)
Scarlett Johansson (Jordan Two Delta / Sarah Jordan)
Djimon Hounson (Albert Laurent)
Sean Bean (Merrick)
Steve Buscemi (McCord)
Michael Clarke Duncan (Starkweather)
Ethan Phillips (Jones Three Echo)
Brian Stepanek (Gandu Three Alpha)
Siobhan Flynn (Lima One Alpha)
Max Barkes (Carnes)
Eric Stonestreet (Ed the Trucker)
Noa Tishby (Locutora)

Nosso parecer:
O que mais interessa no filme e que nos leva à reflexão é a história de que em um futuro longíquo seres humanos abastados possam ter seus clones perfeitos para lhes servirem em benefício se algum órgão faltar ou alguma doença os acometer. Claro, que é pura ficção científica e até agora não existe nenhuma notícia oficial de algum cientista maluco ter clonado um humano. Tudo em A Ilha impressiona, desde o som, a trilha sonora, os efeitos especiais e o roteiro. Não é nenhuma obra prima da atuação, mas um filme que não se deve passar despercebido.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Clube da Lua

Ficha técnica:
título original:
Luna de Avellaneda
gênero: Drama
duração: 02 hs 23 min
ano de lançamento: 2004
site oficial:
http://www.lunadeavellaneda.com.ar
estúdio: JEMPSA / Pol-Ka Producciones / 100 Bares / Tornasol Films S.A.
distribuidora: Europa Filmes
direção: Juan José Campanella
roteiro: Juan José Campanella, Fernando Castets e Juan Pablo Domenech
produção: Fernando Blanco, Gerardo Herrero, Jorge Estrada Mora e Adrián Suar
música: Ángel Illarramendi
fotografia: Daniel Shulman
figurino: Cecilia Monti
edição: Camilo Antolini

Sinopse:
Luna de Avellaneda é um clube de dança fundado em Buenos Aires na década de 1940. Durante mais de 40 anos diversos clubes como este funcionaram nos bairros da capital argentina, trazendo diversão e vida social para seus habitantes. A crise financeira dos anos 90, porém, fez com que estes clubes começassem a fechar suas portas. Ameaçado pela falta de clientes, o Avellaneda enfrenta sua maior crise. À beira da falência, os descendentes de seus fundadores se unem para evitar o pior: a transformação do clube em um cassino.

Elenco:
Ricardo Darín (Román Maldonado)
Eduardo Blanco (Amadeo Grimberg)
Mercedes Morán (Graciela)
Valeria Bertuccelli (Cristina)
Silvia Kutika (Verônica)
José Luis López Vázquez (Don Aquiles)
Daniel Fanego (Alejandro)
Atilio Pozzobon (Atilio)
Horacio Peña (Julio)
Maria Victoria Biscay (Macarena)
Francisco Fernández de Rosa (Dario)
Micaela Moreno (Dalma)

Alan Sabbag (Ismael)



Nosso Parecer: O filme em si traz aquele ar de nostalgia dos tempos antigos e o resgate da memória afetiva. O clube “Luna de Avellaneda” não é apenas o local onde acontece a ação, mas é também personagem. Isso em uma análise mais profunda, a qual não pretendo realizá-la. Sem dúvida é um filme que desejaria rever, pois possui uma temática interessante. A personagem de Ricardo Darín nasceu no clube, uma cena muito bonita por sinal, mas na vida adulta ele é motorista de táxi e leva uma vida simples. A crise econômica dos anos 90 que assolou a Argentina é sutilmente mostrada no cotidiano das personagens: há a menininha que quer fazer balé no clube, mas em sua casa não há nada para comer; o motorista de táxi que nas horas vagas faz de um tudo no clube, trabalha de graça na faxina e manutenção; um alcoólatra que treina um time de futebol de salão e o filho do motorista de táxi que quer imigrar para a Espanha em busca de uma vida melhor. Os dramas humanos não param por aí: há a professora de balé (Valeria Bertuccelli) que quer restaurar a vida de Amadeo (Eduardo Blanco). Eles vivem um romance que à primeira vista parece não engatar, mas assim como o clube, parece caminhar para algumas mudanças, principalmente para a personagem de Eduardo Blanco, também em uma comovente interpretação. Morre o fundador Don Aquiles (José Luis López Vázquez) e o ambicioso Alejandro (Daniel Fanego) propõe uma reunião aos trezentos e poucos sócios do clube para informar suas pretensões de transformar o local em um cassino e geração de emprego para 200 pessoas. O que não impressiona Román (Ricardo Darín), que propõe uma outra maneira de resgatar o Avellaneda. A discursão acaba em votação. Mas a saída proposta por Román não convence a todos. O filho mais velho de Román convence ele e a mãe a imigrarem juntos para a Espanha, mas na cena final em que o motorista de táxi vai procurar uma mala para guardar as roupas, justamente no galpão do Avellaneda, lhe aparece sua carteirinha de sócio vitalício. E então fica aquela coisa no ar: a da talvez desistência da viagem para recomeçar uma nova luta pela sobrevivência do Clube de Avellaneda. Fica uma certa reflexão sobre: ir a para um outro país seria a melhor saída? E a questão das raízes: o lugar onde alguém nasceu, viveu e onde está toda uma vida.
Nota: ***

terça-feira, 1 de junho de 2010

Entre as Pernas

Ficha Técnica:
Título original: Entre las piernas
Ano: 1999 (Espanha)
Gênero: Drama
Direção: Manuel Gómez Pereira
Roteiro: Manuel Gómez Pereira, Yolanda García Serrano e Juan Luis Iborra; Baseado no romance “Entre las piernas” de Joaquín Oristrell.
Música: Bernardo Bonezzi
Fotografia: Juan Amorós
Edição: José Salcedo
Elenco: Amelia Ochandiano
Direção de Arte: Alain Bainée
Cenários: Ramón Moya
Figurino: Alberto Luna
Assistente de produção: Guillaume Bounaud
Departamento de arte: José Altit
Produtor executivo: César Benítez
Som: Tino Azores
Efeitos especiais: Reyes Abades


Elenco:
Victoria Abril (Miranda)
Javier Bardem (Javier)
Carmelo Gómez (Félix)
Juan Diego (Jareño)
Sergi López (Claudio)
Javier Albalá (Juancar)
María Adánez (Juani)
Carmen Balagué (Begoña)
Manuel Manquiña (Manuel)
Víctor Rueda (Azucena / Jacinto)
Salvador Madrid (Chefe de polícia)
Roberto Álvarez (Anastasio)
Alberto San Juan (Rojas)
Charo Zapardiel (Marina Salinas)
Àngels Bassas (Lola)
Beatriz Bergamín (Diana)
Adolfo Fernández (Pepe Santander)
Cristina Brondo (Luisa)
Alexandra Cobo (Natacha)
Juli Mira (Julián)
Javier Anido (Ginés)
Natalia Dicenta (Azucena / Jacinto - voz)
Iñaki Gabilondo (Locução de rádio - voz)


Sinopse: Uma mulher e um homem conhecem-se na primeira reunião de um grupo de terapia para viciados em sexo. Miranda (Victoria Abril) é uma locutora de rádio casada com Felix (Carmelo Gómez), chefe da polícia em Madrid. Javier (Javier Bardem) é um roteirista e produtor de cinema bem sucedido, que vive preso a uma relação erótica via telefone com uma enigmática mulher.
A atração que surge entre ambos vai mudar por completo as suas vidas, mas quando a polícia descobre um assassinato macabro com ligações ao mundo do cinema as consequências são dramáticas.
O conflito de Javier e Miranda vai levá-los a viver uma história de amor, nada convencional, repleta de tensão, mistério e paixão, numa viagem carregada de personagens também misteriosos e envolventes.


Nosso parecer: Entre as pernas é um filme noir sem dúvida, em que os personagens centrais vivem uma história de amor tensa, pois ambos são compulsivos ao sexo e acabam se conhecendo em uma reunião dos “sexólatras anônimos”. Aliás até o próprio responsável pela reunião sofre do mesmo mal: sendo esta a cena inicial do filme: um homem que não consegue controlar seus impulsos sexuais e não deixa passar nem a babá da filha pequena. Aquela cena em que a babá coloca no cabelo um alfinetão já vi em um filme de Almodóvar, “Matador”, neste filme a femme fatale matava os seus amantes com aquele alfinetão de cabelo. Mas neste filme a cena é forte também. O que acontece com o alfinetão é melhor não dizer...
Javier Bardem como sempre impressiona com sua interpretação. Na reunião dos viciados todos dizem: “Eu sou um viciado em sexo. Estou doente e necessito de ajuda”, ele é o último a dizer, com aquela cara dura enigmática. Na terapia faz amizade com Miranda (Victoria Abril), mas no primeiro encontro tentam se controlar ao máximo e ainda passam por constrangimento, porque no restaurante um homem reconhece Miranda e fica falando do que fizeram numa noite. A partir dessa saia justa, Miranda confessa a Javier que é uma ninfomaníaca, mas que estava já há duas semanas se controlando e Javier lhe conta que era viciado em sexo por telefone, precisamente com uma mulher misteriosa. Miranda trabalha em uma rádio e leva Javier até lá. O programa é referência para aqueles que gostam de sexo por telefone. Na rádio Javier fica sabendo que todas as suas conversas por telefone foram gravadas. As histórias em que ele falava por telefone com a participação de Azucena, a misteriosa mulher, são as mais pedidas pelos ouvintes e o pessoal da rádio fatura com isso. Claro que Javier fica chocado com o que estão fazendo com sua intimidade, em um dos diálogos ele diz para Miranda: “Me sinto estuprado”. Mas ao voltar para escutar aquelas histórias e ao sair com Miranda o desejo volta total. A cena em que ele a pega no estacionamento é muito bem feita. Aliás que pegada a do Javier Bardem... Apesar do filme ter um apelo erótico, ele não traz nenhuma cena de nudez completa. Nas principais cenas os atores estão completamente vestidos. A trama tem algo de suspense, drama e gênero policial, mas não pretende discutir nada, nem os problemas sexuais, nem o mote de filme policial, tampouco o erotismo. Mas cumpre a sua função de prender o espectador até o fim.

Nota: ****

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O som do coração

Ficha técnica:
título original: August Rush
gênero: Drama
duração: 01 hs 40 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: CJ Entertainment / Southpaw Entertainment / Odyssey Entertainment
distribuidora:Warner Bros. Pictures
direção: Kirsten Sheridan
roteiro: Nick Castle e James V. Hart, baseado em estória de Paul Castro e Nick Castle
produção: Richard Barton Lewis
música: Mark Mancina
fotografia: John Mathieson
direção de arte: Mario Ventenilla
figurino: Frank L. Fleming
edição: William Steinkamp
efeitos especiais: Invisible Pictures



Sinopse:
August Rush (Freddie Highmore) é resultado de um encontro casual entre um guitarrista e uma violoncelista. Crescido em orfanato e dotado de um dom musical impressionante, ele se apresenta nas ruas de Nova York ao lado do divertido Wizard (Robin Williams). Contando apenas com seu talento musical, August decide usá-lo para tentar reencontrar seus pais.

Elenco:
Freddie Highmore (August Rush)
Keri Russell (Lyla Novacek)
Robin Williams (Wizard)
Leon G. Thomas III (Arthur)
Terrence Howard (Richard Jeffries)
Jamia Simone Nash (Hope)
William Sadler (Thomas)
Alex O'Loughlin (Marshall)
Aaron Staton (Nick)
Jamie O'Keefe (Steve)
Jonathan Rhys Meyers (Louis Connelly)

Nosso parecer: Na versão DVD há ainda as cenas excluídas. E nisso ficamos torcendo para ver se o diretor ao menos rodou a cena do reencontro dos pais com o filho, assim da maneira que estamos habituados a ver: com direito a lágrimas, beijinhos, etc. E o material que não foi aproveitado realmente não era de importância. O filme ainda recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Canção Original por "Raise It Up". E para compor o personagem Wizard, Robin Williams disse ter se inspirado no cantor Bono do U2.

Como todo filme que se preze tem algumas pequenas falhas, como a barriga falsa da atriz Keri Russel, quando aparece sentada em um banco de praça evidencia-se muito bem, pois uma verdadeira não fica parecendo uma almofada mal colocada debaixo da roupa (pois foi o que pareceu ser).
August Rush é um filme com uma linda história de amor, fé e superação. Ele não tem o romance como tema central, mas a música. Principalmente o estranho mundo dos músicos, este universo tão privilegiado e delegado a poucos neste mundo. O menino de orfanato interpretado por Freddie Highmore tem uma estranha fé de encontrar seus pais verdadeiros, intui sobre o que tem dentro de si (o dom musical) a chave de todo o mistério.
E sobre o amor? Simples. O sentimento do amor, este sentimento tão doce e cheio de ternura é muito bem exposto no dia em que os pais de Evan se conhecem. Jovens músicos de estilos musicais diferentes, mas que se conectam fortemente por um sentimento mais forte que os desencontros da vida e mais forte que o tempo. Também o amor os conduz e o amor os trazem de volta. Uma bela história. Um ensinamento sobre o amor, a simplicidade de um sentimento, a pureza, a doçura e a ternura, coisas raras neste mundo.


Nota: ****

terça-feira, 11 de maio de 2010

Lisbela e o Prisioneiro

Ficha técnica:
título original: Lisbela e o Prisioneiro
gênero:Comédia Romântica
duração:01 hs 50 min
ano de lançamento:2003
estúdio:Natasha Filmes / Fox Film do Brasil / Globo Filmes / Estúdios Mega
distribuidora:Fox Film do Brasil
direção: Guel Arraes
roteiro:Guel Arraes, Jorge Furtado e Pedro Cardoso, baseado em peça teatral de Osman Lins
produção:Paula Lavigne
música:João Falcão e André Moraes
fotografia:Uli Burtin
direção de arte:Cláudio Amaral Peixoto
figurino:Emília Duncan

sinopse: Lisbela (Débora Falabella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas muitas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).

Elenco:
Selton Mello (Leléu)
Débora Falabella (Lisbela)
Virginia Cavendish (Inaura)
Bruno Garcia (Douglas)
Tadeu Mello (Cabo Citonho)
André Mattos (Tenente Guedes)
Lívia Falcão (Francisquinha)
Marco Nanini (Frederico Evandro)
Paula Lavigne (Monga)
Aramis Trindade (Jurado)




Nosso parecer: Lisbela e o Prisioneiro é um desses filmes brasileiros que a gente não se cansa nunca de ver e rever. Vale muito à pena ter o DVD e assisitir a hora que quiser. O filme tem tudo, adrenalina, emoção, romance e humor. O elenco é de atores de primeirísima linha. Há cenas divertidíssimas e o riso é garantido com Marco Nanini, Tadeu Mello (principalmente), Bruno Garcia (com aquele sotaque de falso carioca) e Selton Mello, que faz o papel de um malandro sedutor e pícaro. Também é divertido ver a mineira Débora Falabela com aquele falso sotaque nordestino adquirido em aulas de "Prosódia".
Nota: *****

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