quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A ilha

Ficha técnica:
título original:The Island
gênero: Ficção Científica
duração: 02 hs 07 min
ano de lançamento:2005
site oficial: http://www.ailhaofilme.com.br
estúdio: DreamWorks SKG / Warner Bros. / Parkes/MacDonald Productions
distribuidora: DreamWorks Distribution LLC / Warner Bros.
direção: Michael Bay
roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci e Caspian Tredwell-Owen, baseado em estória de Caspian Tredwell-Owen
produção: Michael Bay, Ian Bryce, Laurie MacDonald e Walter F. Parkes
música: Steve Jabonsky
fotografia: Mauro Fiore
direção de arte: Jon Billington, Sean Haworth e Martin Whist
figurino: Deborah Lynn Scott
edição: Roger Barton, Paul Rubell e Christian Wagner
efeitos especiais: Industrial Light & Magic

Sinopse:
No futuro existe uma entidade utópica baseada na vida do século XX!, que procura recriá-la nos mínimos detalhes. Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) vive nesta realidade e, como todos seus residentes, sonha em chegar em um local chamado "a ilha", o único ponto não contaminado do planeta. Após descobrir que todos os habitantes são clones, que possuem a única finalidade de fornecer partes de seu corpo para seres humanos reais, Lincoln decide escapar juntamente com Jordan Two Delta (Scarlett Johansson).

Elenco:
Ewan McGregor (Lincoln Six Echo / Tom Lincoln)
Scarlett Johansson (Jordan Two Delta / Sarah Jordan)
Djimon Hounson (Albert Laurent)
Sean Bean (Merrick)
Steve Buscemi (McCord)
Michael Clarke Duncan (Starkweather)
Ethan Phillips (Jones Three Echo)
Brian Stepanek (Gandu Three Alpha)
Siobhan Flynn (Lima One Alpha)
Max Barkes (Carnes)
Eric Stonestreet (Ed the Trucker)
Noa Tishby (Locutora)

Nosso parecer:
O que mais interessa no filme e que nos leva à reflexão é a história de que em um futuro longíquo seres humanos abastados possam ter seus clones perfeitos para lhes servirem em benefício se algum órgão faltar ou alguma doença os acometer. Claro, que é pura ficção científica e até agora não existe nenhuma notícia oficial de algum cientista maluco ter clonado um humano. Tudo em A Ilha impressiona, desde o som, a trilha sonora, os efeitos especiais e o roteiro. Não é nenhuma obra prima da atuação, mas um filme que não se deve passar despercebido.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Clube da Lua

Ficha técnica:
título original:
Luna de Avellaneda
gênero: Drama
duração: 02 hs 23 min
ano de lançamento: 2004
site oficial:
http://www.lunadeavellaneda.com.ar
estúdio: JEMPSA / Pol-Ka Producciones / 100 Bares / Tornasol Films S.A.
distribuidora: Europa Filmes
direção: Juan José Campanella
roteiro: Juan José Campanella, Fernando Castets e Juan Pablo Domenech
produção: Fernando Blanco, Gerardo Herrero, Jorge Estrada Mora e Adrián Suar
música: Ángel Illarramendi
fotografia: Daniel Shulman
figurino: Cecilia Monti
edição: Camilo Antolini

Sinopse:
Luna de Avellaneda é um clube de dança fundado em Buenos Aires na década de 1940. Durante mais de 40 anos diversos clubes como este funcionaram nos bairros da capital argentina, trazendo diversão e vida social para seus habitantes. A crise financeira dos anos 90, porém, fez com que estes clubes começassem a fechar suas portas. Ameaçado pela falta de clientes, o Avellaneda enfrenta sua maior crise. À beira da falência, os descendentes de seus fundadores se unem para evitar o pior: a transformação do clube em um cassino.

Elenco:
Ricardo Darín (Román Maldonado)
Eduardo Blanco (Amadeo Grimberg)
Mercedes Morán (Graciela)
Valeria Bertuccelli (Cristina)
Silvia Kutika (Verônica)
José Luis López Vázquez (Don Aquiles)
Daniel Fanego (Alejandro)
Atilio Pozzobon (Atilio)
Horacio Peña (Julio)
Maria Victoria Biscay (Macarena)
Francisco Fernández de Rosa (Dario)
Micaela Moreno (Dalma)

Alan Sabbag (Ismael)



Nosso Parecer: O filme em si traz aquele ar de nostalgia dos tempos antigos e o resgate da memória afetiva. O clube “Luna de Avellaneda” não é apenas o local onde acontece a ação, mas é também personagem. Isso em uma análise mais profunda, a qual não pretendo realizá-la. Sem dúvida é um filme que desejaria rever, pois possui uma temática interessante. A personagem de Ricardo Darín nasceu no clube, uma cena muito bonita por sinal, mas na vida adulta ele é motorista de táxi e leva uma vida simples. A crise econômica dos anos 90 que assolou a Argentina é sutilmente mostrada no cotidiano das personagens: há a menininha que quer fazer balé no clube, mas em sua casa não há nada para comer; o motorista de táxi que nas horas vagas faz de um tudo no clube, trabalha de graça na faxina e manutenção; um alcoólatra que treina um time de futebol de salão e o filho do motorista de táxi que quer imigrar para a Espanha em busca de uma vida melhor. Os dramas humanos não param por aí: há a professora de balé (Valeria Bertuccelli) que quer restaurar a vida de Amadeo (Eduardo Blanco). Eles vivem um romance que à primeira vista parece não engatar, mas assim como o clube, parece caminhar para algumas mudanças, principalmente para a personagem de Eduardo Blanco, também em uma comovente interpretação. Morre o fundador Don Aquiles (José Luis López Vázquez) e o ambicioso Alejandro (Daniel Fanego) propõe uma reunião aos trezentos e poucos sócios do clube para informar suas pretensões de transformar o local em um cassino e geração de emprego para 200 pessoas. O que não impressiona Román (Ricardo Darín), que propõe uma outra maneira de resgatar o Avellaneda. A discursão acaba em votação. Mas a saída proposta por Román não convence a todos. O filho mais velho de Román convence ele e a mãe a imigrarem juntos para a Espanha, mas na cena final em que o motorista de táxi vai procurar uma mala para guardar as roupas, justamente no galpão do Avellaneda, lhe aparece sua carteirinha de sócio vitalício. E então fica aquela coisa no ar: a da talvez desistência da viagem para recomeçar uma nova luta pela sobrevivência do Clube de Avellaneda. Fica uma certa reflexão sobre: ir a para um outro país seria a melhor saída? E a questão das raízes: o lugar onde alguém nasceu, viveu e onde está toda uma vida.
Nota: ***

terça-feira, 1 de junho de 2010

Entre as Pernas

Ficha Técnica:
Título original: Entre las piernas
Ano: 1999 (Espanha)
Gênero: Drama
Direção: Manuel Gómez Pereira
Roteiro: Manuel Gómez Pereira, Yolanda García Serrano e Juan Luis Iborra; Baseado no romance “Entre las piernas” de Joaquín Oristrell.
Música: Bernardo Bonezzi
Fotografia: Juan Amorós
Edição: José Salcedo
Elenco: Amelia Ochandiano
Direção de Arte: Alain Bainée
Cenários: Ramón Moya
Figurino: Alberto Luna
Assistente de produção: Guillaume Bounaud
Departamento de arte: José Altit
Produtor executivo: César Benítez
Som: Tino Azores
Efeitos especiais: Reyes Abades


Elenco:
Victoria Abril (Miranda)
Javier Bardem (Javier)
Carmelo Gómez (Félix)
Juan Diego (Jareño)
Sergi López (Claudio)
Javier Albalá (Juancar)
María Adánez (Juani)
Carmen Balagué (Begoña)
Manuel Manquiña (Manuel)
Víctor Rueda (Azucena / Jacinto)
Salvador Madrid (Chefe de polícia)
Roberto Álvarez (Anastasio)
Alberto San Juan (Rojas)
Charo Zapardiel (Marina Salinas)
Àngels Bassas (Lola)
Beatriz Bergamín (Diana)
Adolfo Fernández (Pepe Santander)
Cristina Brondo (Luisa)
Alexandra Cobo (Natacha)
Juli Mira (Julián)
Javier Anido (Ginés)
Natalia Dicenta (Azucena / Jacinto - voz)
Iñaki Gabilondo (Locução de rádio - voz)


Sinopse: Uma mulher e um homem conhecem-se na primeira reunião de um grupo de terapia para viciados em sexo. Miranda (Victoria Abril) é uma locutora de rádio casada com Felix (Carmelo Gómez), chefe da polícia em Madrid. Javier (Javier Bardem) é um roteirista e produtor de cinema bem sucedido, que vive preso a uma relação erótica via telefone com uma enigmática mulher.
A atração que surge entre ambos vai mudar por completo as suas vidas, mas quando a polícia descobre um assassinato macabro com ligações ao mundo do cinema as consequências são dramáticas.
O conflito de Javier e Miranda vai levá-los a viver uma história de amor, nada convencional, repleta de tensão, mistério e paixão, numa viagem carregada de personagens também misteriosos e envolventes.


Nosso parecer: Entre as pernas é um filme noir sem dúvida, em que os personagens centrais vivem uma história de amor tensa, pois ambos são compulsivos ao sexo e acabam se conhecendo em uma reunião dos “sexólatras anônimos”. Aliás até o próprio responsável pela reunião sofre do mesmo mal: sendo esta a cena inicial do filme: um homem que não consegue controlar seus impulsos sexuais e não deixa passar nem a babá da filha pequena. Aquela cena em que a babá coloca no cabelo um alfinetão já vi em um filme de Almodóvar, “Matador”, neste filme a femme fatale matava os seus amantes com aquele alfinetão de cabelo. Mas neste filme a cena é forte também. O que acontece com o alfinetão é melhor não dizer...
Javier Bardem como sempre impressiona com sua interpretação. Na reunião dos viciados todos dizem: “Eu sou um viciado em sexo. Estou doente e necessito de ajuda”, ele é o último a dizer, com aquela cara dura enigmática. Na terapia faz amizade com Miranda (Victoria Abril), mas no primeiro encontro tentam se controlar ao máximo e ainda passam por constrangimento, porque no restaurante um homem reconhece Miranda e fica falando do que fizeram numa noite. A partir dessa saia justa, Miranda confessa a Javier que é uma ninfomaníaca, mas que estava já há duas semanas se controlando e Javier lhe conta que era viciado em sexo por telefone, precisamente com uma mulher misteriosa. Miranda trabalha em uma rádio e leva Javier até lá. O programa é referência para aqueles que gostam de sexo por telefone. Na rádio Javier fica sabendo que todas as suas conversas por telefone foram gravadas. As histórias em que ele falava por telefone com a participação de Azucena, a misteriosa mulher, são as mais pedidas pelos ouvintes e o pessoal da rádio fatura com isso. Claro que Javier fica chocado com o que estão fazendo com sua intimidade, em um dos diálogos ele diz para Miranda: “Me sinto estuprado”. Mas ao voltar para escutar aquelas histórias e ao sair com Miranda o desejo volta total. A cena em que ele a pega no estacionamento é muito bem feita. Aliás que pegada a do Javier Bardem... Apesar do filme ter um apelo erótico, ele não traz nenhuma cena de nudez completa. Nas principais cenas os atores estão completamente vestidos. A trama tem algo de suspense, drama e gênero policial, mas não pretende discutir nada, nem os problemas sexuais, nem o mote de filme policial, tampouco o erotismo. Mas cumpre a sua função de prender o espectador até o fim.

Nota: ****

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O som do coração

Ficha técnica:
título original: August Rush
gênero: Drama
duração: 01 hs 40 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: CJ Entertainment / Southpaw Entertainment / Odyssey Entertainment
distribuidora:Warner Bros. Pictures
direção: Kirsten Sheridan
roteiro: Nick Castle e James V. Hart, baseado em estória de Paul Castro e Nick Castle
produção: Richard Barton Lewis
música: Mark Mancina
fotografia: John Mathieson
direção de arte: Mario Ventenilla
figurino: Frank L. Fleming
edição: William Steinkamp
efeitos especiais: Invisible Pictures



Sinopse:
August Rush (Freddie Highmore) é resultado de um encontro casual entre um guitarrista e uma violoncelista. Crescido em orfanato e dotado de um dom musical impressionante, ele se apresenta nas ruas de Nova York ao lado do divertido Wizard (Robin Williams). Contando apenas com seu talento musical, August decide usá-lo para tentar reencontrar seus pais.

Elenco:
Freddie Highmore (August Rush)
Keri Russell (Lyla Novacek)
Robin Williams (Wizard)
Leon G. Thomas III (Arthur)
Terrence Howard (Richard Jeffries)
Jamia Simone Nash (Hope)
William Sadler (Thomas)
Alex O'Loughlin (Marshall)
Aaron Staton (Nick)
Jamie O'Keefe (Steve)
Jonathan Rhys Meyers (Louis Connelly)

Nosso parecer: Na versão DVD há ainda as cenas excluídas. E nisso ficamos torcendo para ver se o diretor ao menos rodou a cena do reencontro dos pais com o filho, assim da maneira que estamos habituados a ver: com direito a lágrimas, beijinhos, etc. E o material que não foi aproveitado realmente não era de importância. O filme ainda recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Canção Original por "Raise It Up". E para compor o personagem Wizard, Robin Williams disse ter se inspirado no cantor Bono do U2.

Como todo filme que se preze tem algumas pequenas falhas, como a barriga falsa da atriz Keri Russel, quando aparece sentada em um banco de praça evidencia-se muito bem, pois uma verdadeira não fica parecendo uma almofada mal colocada debaixo da roupa (pois foi o que pareceu ser).
August Rush é um filme com uma linda história de amor, fé e superação. Ele não tem o romance como tema central, mas a música. Principalmente o estranho mundo dos músicos, este universo tão privilegiado e delegado a poucos neste mundo. O menino de orfanato interpretado por Freddie Highmore tem uma estranha fé de encontrar seus pais verdadeiros, intui sobre o que tem dentro de si (o dom musical) a chave de todo o mistério.
E sobre o amor? Simples. O sentimento do amor, este sentimento tão doce e cheio de ternura é muito bem exposto no dia em que os pais de Evan se conhecem. Jovens músicos de estilos musicais diferentes, mas que se conectam fortemente por um sentimento mais forte que os desencontros da vida e mais forte que o tempo. Também o amor os conduz e o amor os trazem de volta. Uma bela história. Um ensinamento sobre o amor, a simplicidade de um sentimento, a pureza, a doçura e a ternura, coisas raras neste mundo.


Nota: ****

terça-feira, 11 de maio de 2010

Lisbela e o Prisioneiro

Ficha técnica:
título original: Lisbela e o Prisioneiro
gênero:Comédia Romântica
duração:01 hs 50 min
ano de lançamento:2003
estúdio:Natasha Filmes / Fox Film do Brasil / Globo Filmes / Estúdios Mega
distribuidora:Fox Film do Brasil
direção: Guel Arraes
roteiro:Guel Arraes, Jorge Furtado e Pedro Cardoso, baseado em peça teatral de Osman Lins
produção:Paula Lavigne
música:João Falcão e André Moraes
fotografia:Uli Burtin
direção de arte:Cláudio Amaral Peixoto
figurino:Emília Duncan

sinopse: Lisbela (Débora Falabella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas muitas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).

Elenco:
Selton Mello (Leléu)
Débora Falabella (Lisbela)
Virginia Cavendish (Inaura)
Bruno Garcia (Douglas)
Tadeu Mello (Cabo Citonho)
André Mattos (Tenente Guedes)
Lívia Falcão (Francisquinha)
Marco Nanini (Frederico Evandro)
Paula Lavigne (Monga)
Aramis Trindade (Jurado)




Nosso parecer: Lisbela e o Prisioneiro é um desses filmes brasileiros que a gente não se cansa nunca de ver e rever. Vale muito à pena ter o DVD e assisitir a hora que quiser. O filme tem tudo, adrenalina, emoção, romance e humor. O elenco é de atores de primeirísima linha. Há cenas divertidíssimas e o riso é garantido com Marco Nanini, Tadeu Mello (principalmente), Bruno Garcia (com aquele sotaque de falso carioca) e Selton Mello, que faz o papel de um malandro sedutor e pícaro. Também é divertido ver a mineira Débora Falabela com aquele falso sotaque nordestino adquirido em aulas de "Prosódia".
Nota: *****

sexta-feira, 26 de março de 2010

A Ilha do Medo , 2010

 http://2.bp.blogspot.com/_nEyAMsAHj1A/SzVVEKG9tcI/AAAAAAAAAHI/JNUGVsRr7hk/s640/urlShutter%20Island%20(A%20Ilha%20do%20Medo).htm.jpg

 

Sinopse: 1954. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) investiga o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston. No local, ele descobre que os médicos realizam experiências radicais com os pacientes, envolvendo métodos ilegais e anti-éticos. Teddy tenta buscar mais informações, mas enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Quando um furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros conseguem escapar e tornam a situação ainda mais perigosa.

Nosso Parecer: li algumas críticas negativas a mais esse filme de Martin Scorsese. Alguns diziam se tratar de um filme menor do diretor e do seu pupilo favorito Leo de Caprio. Não é. O filme é um dos melhores de suspense que vi atualmente. Sempre acharei Leo um ótimo ator e Mark Ruffalo, com sua quase expressão de o que estou fazendo aqui faz com ele uma boa dupla.

Claro que tem as viagens, e você tem rever algumas cenas para tentar entender.

Só uma dica: você acha que está entendendo o filme, mas não está. Ele se desenrola quase totalmente já no final. E quando termina, você ainda está em dúvidas.

Muito indico.

Nota: *****

A Última Amante

cartaz de A Última Amante

 

(Vieille Maîtresse, Une, 2007)
» Direção: Catherine Breillat
» Roteiro: Catherine Breillat (adaptação), Jules-Amédée Barbey d'Aurevilly (romance)
» Gênero: Drama/Histórico
» Origem: França/Itália
» Duração: 104 minutos
» Tipo: Longa-metragem
» Trailer: clique aqui

Asia Argento Vellini
Fu'ad Ait Aattou Ryno de Marigny
Roxane Mesquida Hermangarde
Claude Sarraute Marquesa de Flers
Yolande Moreau Condessa de Artelles
Michael Lonsdale Visconde de Prony
Anne Parillaud Madame de Solcy
Jean-Philippe Tesse Visconde de Mareuil

» Sinopse: Na mundana Paris do século XIX, só se fala no casamento do jovem libertino Ryno de Marigny com a bela e pura Hermangarde, uma flor da aristocracia. Os noivos se amam, porém as más línguas insinuam que Ryno não vai conseguir romper um antigo romance com a Vellini, uma cortesã escandalosa, filha de uma duquesa com um toureador. Entre confidências, traições e segredos numa sociedade paralisada pelas convenções, a força dos sentimentos vai provocar os acontecimentos.

Nosso parecer: Adoramos filmes franceses. Eles sabem como fazer as coisas. Este filme traz a estréia do belíssimo modelo Fu”ad Ait Aattou (prêmio para conseguir dizer esse nome), as caras de bocas de Asia Argento como a amante e a frieza da pedra de sal sem sal Roxane Mesquida. Em geral é um filme chato. Interessa muito a história de amor do jovem com a amante. História essa que chocou Paris, por sua devassidão. O problema é a forma como é contada. Ryno não passa emoção, e suas melhores cenas são aquelas vividas ao lado de Vellini, aí sim, uma atriz que promete.

Não sei se é intencional ou não, mas a atriz que faz sua esposa não justifica o amor que ele diz sentir por ela. Fria não, um gelo total, que não demonstra sentimentos e remexe-se de forma tão lesa que logo na primeira cena nós deduzimos que ele, acostumado com a quentura de sua amante, não terá muita paciência para tolerar-lhe.

Enfim. Uma história que poderia ser resumida em 20 minutos arrasta-se por quase 2 horas. Os melhores momentos são as cenas quentes entre os protagonistas, mas nem isso salva A Última amante de alguns bocejos durante a projeção.

Nota: **

Entre Irmãos, 2009

http://www.cinepop.com.br/cartazes/brothers_2.jpg

 

ficha técnica:
  • título original:Brothers
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 45 min
  • ano de lançamento:2009
  • direção: Jim Sheridan
  • roteiro:David Benioff, baseado em roteiro de Susanne Bier e Anders Thomas Jensen
  • produção:Michael De Luca, Ryan Kavanaugh e Sigurjon Sighvatsson

 

Elenco

  • Jake Gyllenhaal (Tommy Cahill)
  • Natalie Portman (Grace Cahill)
  • Tobey Maguire (Capitão Sam Cahill)
  • Clifton Collins Jr. (Major Cavazos)
  • Sam Shepard (Hank Cahill)
  • Bailee Madison (Isabelle Cahill)
  • Taylor Grace Geare (Maggie Cahill)
  • Carey Mulligan (Cassie Willis)
  • Mare Winningham (Elsie Cahill)
  • Patrick Flueger (Recruta Joe Willis)
  • Omid Abtahi (Yusuf)
  • Navid Negahban (Murad)
  • Ethan Suplee (Sweeney)
  • Arron Shiver (A.J.)
  • Ray Prewitt (Owen)
  • Jenny Wade (Tina)

Sinopse

Sam (Tobey Maguire) é casado com Grace (Natalie Portman), pai de duas meninas, e está seguindo carreira militar. O irmão mais novo,Tommy (Jake Gyllenhaal), se comporta como um eterno adolescente, com frequencia do lado errado da lei e é incapaz de estabelecer um relacionamento de longo prazo. Sam junta-se às forças de paz da ONU no Afeganistão, cai prisioneiro e é dado como morto. Com o desaparecimento do irmão, Tommy passa a ajudar Grace e suas filhas, tentando fazer suas vidas voltar ao curso normal. Inesperadamente, Sam retorna para casa traumatizado e inquieto. Com a dinâmica da casa alterada, os irmãos terão que lidar com o amor, a lealdade e a mulher entre eles.

Nosso Parecer:

Um filme que nos faz pensar algum tempo após assisti-lo. Os dramas de um jovem que tem uma vida correta e irreparável, e sofre os traumas de uma guerra, na qual é obrigado a matar um dos seus. Enquanto isso seu irmão, bandidão mas de coração bom, fica em casa tentando segurar a barra da viúva e suas filhas.

O roteiro em si já é uma boa pedida.

Impossível não ligar o nome de Tobey Maguire ao Homem Aranha. Ele é um ator mediano, que ainda caminha para se estabilizar no ramo. Fato. Neste filme demonstra que já é de fato uma boa promessa. Ele consegue brilhar num elenco que traz Jake Gyllenhaal (praticamente sem expressão) e a fofa da Natalie Portman. Aliás, Jake Gyllenhaal é um sério candidato a Clark Gable da vez. Explico: ele parece interpretar sempre o mesmo personagem. Ele mesmo? Enfim.

 

Nota: ****

domingo, 21 de março de 2010

Foi apenas um sonho

Ficha técnica:
título original: Revolutionary Road
gênero: Drama
duração: 01 hs 59 min
ano de lançamento:2 008
site oficial: http://www.revolutionaryroadmovie.com
estúdio: DreamWorks Pictures / BBC Films / Neal Street Productions / Evamere Entertainment / Goldcrest Pictures / Scott Rudin Productions
distribuidora: DreamWorks Distribution / Paramount Pictures / UIP
direção: Sam Mendes
roteiro: Justin Haythe, baseado em livro de Richard Yates
produção: Bobby Cohen, John Hart, Sam Mendes e Scott Rudin
música: Thomas Newman
fotografia: Roger Deakins
direção de arte: Teresa Carriker-Thayer, John Kasarda e Nicholas Lundy
figurino: Albert Wolsky
edição: Tariq Anwar efeitos especiais:Big Film Design



sinopse:
Anos 50. Frank (Leonardo DiCaprio) e April (Kate Winslet) formam um casal feliz. Eles sempre se consideraram especiais e prontos para levar uma vida seguindo ideais. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road eles ficam orgulhosos por declarar independência da inércia suburbana que os rodeava. Porém logo eles percebem que estão se tornando justamente aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho insignificante e tem medo de tudo, enquanto que April é uma dona de casa infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris. Só que, para executar este plano, eles chegam aos seus extremos.

elenco:
Leonardo DiCaprio (Frank Wheeler)
Kate Winslet (April Wheeler)
Michael Shannon (John Givings)
Ryan Simpkins (Jennifer Wheeler)
Ty Simpkins (Michael Wheeler)
Richard Easton (Howard Givings)
Kathryn Hahn (Milly Campbell)
Zoe Kazan (Maureen Grube)
Dylan Baker (Jack Ordway)
Keith Reddin (Ted Bandy)
Max Casella (Ed Small)
Max Baker (Vince Lathrop)
Jay O. Sanders (Bart Pollack)
Duffy Jackson (Steve Kovac)
John Behlmann (Sr. Brace)
Kathy Bates (Helen Givings)
Kristen Connolly (Sra. Brace)
Meu parecer: É um bom filme, a história do casal em si é bastante atormentada. Claro, não é nem de longe a volta de Jack e Rose do Titanic, mas algo com emoções muito mais fortes. Curioso também por Kate e Leo juntos mais uma vez em um filme de época (anos 50 agora). A atuação de Leonardo DiCapprio está perfeita, melhor impossível e Kate Winslet cada vez melhor.

Nota: ****

sábado, 20 de março de 2010

Será que ele é?



Ficha técnica:
título original: In & Out
gênero: Comédia
duração: 01 hs 31 min
ano de lançamento: 1997
estúdio: Paramount /Spelling Films
distribuidora: UIP /Columbia TriStar Films
direção: Frank Oz
roteiro: Paul Rudnick
produção: Scott Rudin
música: Marc Shaiman
fotografia: Rob Hahn
direção de arte: Charley Beal
figurino: Ann Roth
edição: Daniel P. Hanley e John Jympson


sinopse: Cameron Drake (Matt Dillon), vencedor do Oscar de melhor ator, ao fazer seu agradecimento de praxe ressalta a importância de Howard Brackett (Kevin Kline), seu professor de literatura inglesa, que é gay. Nem o mestre sabia disto e muito menos poderia imaginar como sua vida seria totalmente modificada a partir deste momento, quando sua sexualidade passa a ser questionada, principalmente por Emily Montgomery (Joan Cusack), sua noiva e até mesmo por Berniece (Debbie Renolds) e Frank (Wilford Brimley), seus pais.

Elenco:
Kevin Kline (Howard Brackett)
Joan Cusack (Emily Montgomery)
Matt Dillon (Cameron Drake)
Debbie Reynolds (Berniece Brackett)
Wilford Brimley (Frank Brackett)
Bob Newhart (Tom Halliwell)
Tom Selleck (Peter Malloy)
Deborah Rush (Ava Blazer)
Lewis J. Stadlen (Edward Kenrow)
Gregory Jbara (Walter Brackett)
Shalom Harlow (Sonya)
J. Smith-Cameron (Trina Paxton)
Kate McGregor-Stewart (Tia Becky)
Selma Blair (Prima Linda)
Glenn Close
Whoopi Goldberg
Jay Leno
Dan Hedaya

Meu parecer:
As melhores risadas para esse filme vem na cena de desespero da noiva que foge da igreja diante da revelação do noivo no altar: “Eu sou gay”. Depois vem aquela velha frase: “Você devia ter me dito isso logo...”. A coitada vai para um bar afogar as mágoas ainda no seu vestidão branco de véu e grinalda, quando o repórter que filmou o acontecimento fica ao lado dela tentando consolá-la. Ela num desespero por casar, diz: “Você é legal! Você é casado?” Ele: “Não, sou gay”. E ela berra lá fora: “Isso é um episódio do “Além da Imaginação” ou o quê? Cadê os homens dessa cidade? Tem algum heterossexual aí? Olha, eu sou uma noiva, tenho um vestido, duas passagens de avião...” A pobre desconsolada corre para a pista não sei se era para se jogar na frente dos carros ou para alguém. Mas daí aparece o aluno do ex-quase-marido e fica com ela. O final é que é super engraçado. Comédia leve. Faz bem à saúde!

Nota: ****

sábado, 13 de março de 2010

Lembranças


Ficha técnica:
título original: Remember Me
gênero: Romance
duração: 01 hs 53 min
ano de lançamento: 2010
site oficial: http://www.rememberme-movie.com/
estúdio: Summit Entertainment / Underground Films and Management
distribuidora: Sumit Entertainment / Paris Filmes
direção: Allen Coulter
roteiro: Will Fetters
produção: Trevor Engelson e Nick Osborne
música: Marcelo Zarvos
fotografia: Jonathan Freeman
figurino: Susan Lyall
edição: Andrew Mondshein
efeitos especiais: Brainstorm Digital / Mr. X


Sinopse:
Nova York. Tyler Roth (Robert Pattinson) é um jovem rebelde que não tem uma boa relação com o pai, Charles (Pierce Brosnan), desde que uma tragédia abalou sua família. Ele divide um apartamento com Aidan (Tate Wellington) e com ele sai para uma boate. Ao deixar o local, Tyler se intromete em uma briga. Neil Craig (Chris Cooper), um policial traumatizado pelo assassinato de sua esposa dez anos antes, é chamado ao local. Ele libera Tyler e Aidan mas, após uma provocação de Tyler, lhe dá uma surra e manda prendê-lo. Dias depois, Aidan descobre que Ally (Emilie de Ravin), a filha de Neil, estuda com eles. Ele propõe a Tyler que tente conquistá-la, para se vingar. Inicialmente relutante, Tyler aceita a proposta. Só que, aos poucos, se apaixona por Ally.




Elenco:
Robert Pattinson (Tyler Roth)
Pierce Brosnan (Charles Roth)
Emilie de Ravin (Ally Craig)
Chris Cooper (Neil Craig)
Martha Plimpton (Helen Craig)
Lena Olin (Diane Hirsch)
Peyton List (Samantha)
Ruby Jerins (Caroline Hawkins)
Meghan Markle (Megan)
Justin Grace (Matthews)
Tate Ellington (Aidan Hall)
Gregory Jbara (Les Hirsch)
Morgan Turner (Jessica)
Christopher Clawson (Michael)
Chris McKinney (Leo)


Meu parecer: Robert Pattinson prova neste filme que veio para ficar. A trama é muito bem desenvolvida e às vezes se tem a impressão de se estar revisitando um clássico como “Vidas Amargas” em versão ultra moderna, aliás qualquer outro filme de James Dean. Pois há um toque de rebelde, uma emoção por trás daquela personagem tão inquietante. Vale muito à pena ver “Lembranças”. O roteiro é extraordinário.
Nota: *****

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Rude e Romântico

Ficha Técnica:
Título original: Rudo y Cursi
País: Estados Unidos, México
Ano: 2008
Duração: 101 minutos.
Gênero: Drama, Comédia
Site oficial: http://www.rudoycursi.es/
Direção e roteiro: Carlos Cuarón
Produtoras: Universal Pictures, Focus Features, Esperanto Filmoj, Producciones Anhelo, Canana Films, Cha Cha Cha.
Casting: Kimberly Mullen, Mark Mullen
Departamento artístico: Arturo Lazcano, René Márquez
Departamento editorial: Carlos Puente, Dave Muscat, Jordan Wood, Tom Mayclim
Departamento musical: Annette Fradera
Design de produção: Eugenio Caballero
Efeitos visuais: Ana Mestre, Charlotte Merrill, Clare Tinsley, Dan Snape, Fábry Olivia, Gábor Székely, Jim Steel, Jo Ann Cordero Belen, Mila Patriki, Motassem Younes, Neil West, Nik Brownlee, Noémi Somoskövy, Papp Gabriella, Pete Hanson, Peter Olliff, Péter Zavorszky, Ria Tamok, Richard Briscoe, Szvák Antal, Thomas Middleton, Zoltán Ács, Zoltán Benyó
Fotografia: Adam Kimmel
Maquiagem: David Ruiz Gameros, Marisa Amenta
Montagem: Alex Rodríguez
Música: Leoncio Lara
Produção: Alfonso Cuarón, Alejandro González Iñárritu e Tita Lombardo
Som: Arturo Zarate, Isabel Muñoz, Jaime Baksht, Martín Hernández, Michelle Couttolenc, Priscilla Peters, Ricardo Cabrera, Santiago Núñez, Sergio Diaz
Figurino: Ana Terrazas, Annai Ramos

Elenco:
Gael García Bernal (Tato "el Cursi")
Diego Luna (Beto "el Rudo")
Guillermo Francella (Batuta)
Jessica Mass (Maya)
Dolores Heredia (Doña Elvira)
Adriana Paz (Toña, a esposa de Beto "el Rudo")
Salvador Zerboni (Jorge W)
Joaquín Cosío (Arnulfo, o padrasto)
Alfredo Alfonso (Don Casimiro)
Fermín Martínez (DT. Obdulio)
Eduardo Von (DT. Bruno Lopéz)
Jorge Zárate (voz de Bruno López)
Axel Ricco (Mena)
Harold Torres (Trompo Tovar)
Gabino Rodríguez (Mafafo)
Alexander Da Silva (Gringa Roldan)
Armando Hernández (El Ciempiés)
Jorge Mondragón (Porro)
Enoc Leaño (Árbitro)


Sinopse: Beto (Diego Luna) e Tato (Gael García Bernal) são irmãos que largam a vida de colhedores de banana para tentar a sorte no futebol. Eles têm um sonho de construir a casa da mãe, mas vivem suas diferenças fora e dentro do campo. Eles só se tornam famosos mediante o descobrimento de um olheiro. Tato não tem aspirações de ser um grande jogador de futebol, tudo o que ele quer é se tornar um cantor famoso. Então como estrela de futebol do Deportivo Amaranto, passa a ser chamado de “Cursi”, um apelido que ele odeia, mas enfim, acaba se acostumando. Beto sempre foi conhecido por “Rudo” e mantém o apelido na sua vida de goleiro, o melhor do seu time. O problema de Rudo é que ele é viciado em jogo, mesmo quando se torna rico e famoso.


Meu parecer: Gael García Bernal é o tipo do ator que particularmente aceita quase todo tipo de papel sem se preocupar com nada. É a primeira vez em um personagem repleto de uma ingenuidade brejeira que parece não ter fim, um cafona, romântico e pobretão. Nota dez pela coragem em compor algo assim, acredito que ele tenha se divertido horrores fazendo o Tato, “Cursi”. Este é o segundo filme com o diretor Carlos Cuarón e a dupla Diego Luna e Gael Garcia Bernal. Passa longe de “Y tu mamá también” em termos de ousadia. Porém devo advertir que quando peguei o DVD para ver a classificação: “10 anos” e lá estava escrito, tema: “família”. Acredito que quem classificou o filme não o viu completo, achou que era bestalhice do início ao fim. Apesar de quê Rudo e Cursi são dois bobalhões caipiras... Mas tinha que ter sempre Gael pegando alguém no filme! E essa cena é inapropriada para menores. Mas devo confessar que ri muito quando o personagem de Gael está rico e se torna namorado de uma modelo periguete e Maria Chuteira, a mulher é bem mais alta do que ele (só para tornar a coisa ridícula mesmo)... O filme em si é um abuso ao bom gosto. Tudo é brega, você vai morrer de vergonha alheia a cada cena e rir também. Meu Deus há uma cena que Diego Luna dá de presente um quadro de Jesus para a mãe e ainda diz “Os olhos se mexem, não é lindo?”. Sem contar com o videoclipe de Tato (Gael) que é mais brega que tudo na vida: “Quiero que me quieras, quiero que me adores, quiero que me sientas, (...) que me ames...” kkkkk... Inclusive virou sucesso de imitações no Youtube. Quero deixar bem claro que a palavra cursi não quer dizer "romântico" e sim cafona ou brega. Não entendi a razão de ter colocado esta palavra. No festival de cinema de São Paulo ano passado o título desse filme era "Rude e Brega".
Nota: ***

domingo, 7 de fevereiro de 2010

S.O.S do amor

Ficha técnica:
título original: Lovewrecked
gênero: Comédia Romântica
duração: 01 hs 23 min
ano de lançamento: 2005
estúdio: Bacon & Eggs / Media 8 Entertainment / Santo Domingo Film & Music Video
distribuidora: The Weinstein Company / Imagem Filmes
direção: Randal Kleiser
roteiro: Stephen Langford
produção: Joe Anderson, Stewart Hall, Sammy Lee, Wendy Thorlakson e Robert Velo
fotografia: Gary Capo
direção de arte: Jon Deprudhoe
figurino: Tim Chappel
edição: Rez-Illusion / Sandman Studios

Sinopse: Jenny Taylor (Amanda Bynes) é apaixonada por Jason Masters (Chris Carmack), o maior astro de rock da atualidade. Para encontrá-lo ela aceita trabalhar em um hotel do Caribe. Só que, durante uma festa num navio pirata, ambos caem ao mar e vão parar do outro lado da ilha. Jenny logo percebe que estão salvos, mas esconde este fato de Jason para tentar conquistá-lo.
Elenco:
Amanda Bynes (Jenny Taylor)
Chris Carmack (Jason Masters)
Jonathan Bennett (Ryan Howell)
Jamie-Lynn DiScala (Alexis Manetti)
Susan Duerden (Bree Taylor)
Fred Willard (Ben Taylor)
Jackie Long (Chase)
Joey Kern (Milo Dinsdale)
Kathy Griffin (Belinda)
Alfonso Ribeiro (Brent Hernandez)
Connor Matheus (Otis Venable)


Meu parecer: Eu tenho uma natural resistência a filmes juvenis. Mas ao mesmo tempo gosto de quase todo tipo de filmes. Afinal, o que queremos mesmo é nos distrair vendo um filme: é o grande barato de tudo. Se pelo trailer você perceber que não vai agradar, não assista. Mas nesse filme, tinha um rapaz bonito, e rapazes bonitos agradam aos olhos, mesmo que a atuação não seja lá o grande forte deste ator. E não é que esse filminho arranca umas boas risadas? A menina em questão (Amanda Bynes) é tiete de carteirinha de um famoso roqueiro Jason Masters (Chris Carmack) e no show dele a menina pira, ela é mesmo aquela super fã doidona que se atira na multidão para que a levem ao seu superstar. Daí ela se decepciona quando a sua arquiinimiga Aléxis (Jamie-Lynn DiScala) consegue chegar até o palco onde está o bonitão. Mas o destino reserva uma boa para a Jenny que não é para toda boa tiete: nas férias ela e o amigo Ryan (Jonathan Bennett) vão trabalhar no Caribe e por coincidência no mesmo hotel onde está hospedado o cantor. Jenny, a tiete, descola um trabalho no mesmo navio em que está Jason e na hora em que ele se enjoa e cai no mar, ela se atira atrás com um bote a fim de salvá-lo, mas a correnteza acaba afastando-os do navio e levando-os para uma ilha deserta. Nossa juro que fantasiei: “Nesta hora queria estar com o Alejandro Sanz”! Mas imagina: você numa ilha deserta com o cantor dos seus sonhos e ainda por cima gostosão! Jenny pensa que está numa ilha deserta com o cara, mas logo descobre que eles estão a poucos quilômetros do hotel. A coisa chata do filme é que a menina tem o homem ali molinho e não parte para o ataque logo, deixando a Aléxis estragar tudo chegando na ilha logo que descobre seus planos passando-se por náufraga. O moçoilo é um tremendo louro burro e muito mimado, só porque torceu o pé fica esperando ser alimentado e adulado pelas fãs que disputam sua atenção. E o final: deixo para quem deseja assistir. É muito legal.

Nota: ****

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O outro lado da nobreza



Ficha

(Restoration, 1995)

» Direção: Michael Hoffman
» Roteiro: Rose Tremain (romance), Rupert Walters (roteiro)
» Gênero: Drama
» Origem: Estados Unidos/Reino Unido
» Duração: 117 minutos
» Tipo: Longa-metragem

Elenco

Robert Downey Jr. ... Robert Merivel
Sam Neill ... King Charles II
David Thewlis ... John Pearce
Polly Walker ... Celia Clemence
Meg Ryan ... Katharine
Ian McKellen ... Will Gates
Hugh Grant ... Elias Finn
Ian McDiarmid ... Ambrose
Mary MacLeod ... Midwife
Mark Letheren ... Daniel
Sandy McDade ... Hannah
Rosalind Bennett ... Eleanor

Sinopse

» Sinopse: Inglaterra, 1660. Carlos II sobe ao trono após os anos de terror do governo de Oliver Cromwell. É nesse cenário da Restauração que jovem estudante de medicina experimenta guinada radical em sua vida e seus amores ao ser convidado para fazer parte da corte.

Meu Parecer

Um dos filmes mais esquecidos de Robert Downey Jr. Ele é um médico fanfarrão, que divide seu tempo entre jogos e mulheres. Sua grande oportunidade vem quando o Rei chama-o para ser o médico de seus... cachorrinhos. Pronto. Anos de estudo jogados fora, mas por uma boa causa: ele ganhará bem, viverá na corte e terá mulheres e mais mulheres. O filme dá uma reviravolta quando ele sai do céu para o inferno, com a rejeição do rei (Robert tentou também tomar-lhe a amante). Aí é que começa o filme. Na metade. Até esse momento a gente não sabe o que está fazendo na frente da tela. Ele descobre que realmente é um médico, e passa a aplicar seus métodos na cura de doentes mentais e a peste.
O filme chega a ser ligeiramente enfadonho, já que só começa realmente pela metade. Creio que a primeira parte poderia muito bem ser resumida em 10 minutinhos. Mas nada que tire o brilho de Robert Downey Jr., aqui, ainda uma jovem promessa que havia perdido o Oscar por sua bela atuação como Chaplin.
Eu ficava a rever esse filme e imaginar como as pessoas desconheciam esse ator tão magnífico. E como ele havia se entregado às drogas tão lascivamente a ponto de se perder. Fico satisfeita (e como) ao verificar que quase quinze anos depois deste aqui, ele seja considerado um dos melhores atores vivos de nossa geração.


Nota: ****

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Vítimas de uma Paixão












titulo original: (Sea of Love)
lançamento: 1989 (EUA)
direção: Harold Becker
atores: Al Pacino , John Goodman , Michael Rooker , William Hickey , Richard Jenkins
duração: 113 min
gênero: Policial

Elenco

# Al Pacino (Detetive Frank Keller)
# John Goodman (Detetive Sherman)
# Michael Rooker (Terry)
# William Hickey (Frank Keller Sr.)
# Richard Jenkins (Gruber)
# Paul Calderon (Serafino)
# Gene Canfield (Struk)
# Larry Joshua (Dargan)
# John Spencer (Tenente)
# Christine Estabrook (Gina Gallagher)
# Barbara Baxley (Srta. Allen)
# Samuel L. Jackson
# Ellen Barkin (Helen Cruger)

Sinopse

Em Nova York Frank Keller (Al Pacino), um detetive, ao investigar um caso no qual homens são assassinados após responderem a uma coluna de correio sentimental, se envolve com Helen Cruger (Ellen Barkin), a principal suspeita. Quanto mais ele se apaixona, mais provas surgem para incriminar Helen.

Meu Parecer

Frank está se aposentando. Todos o homenageiam e coisa e tal, mas sabem que sua hora já chegou. Viciado em trabalho, e sem ter muito o que fazer, já que sua vida é gasta em bebidas e solidão, ele parte para tentar desvendar mais um caso. Difícil. Acaba se envolvendo com a suspeita número 1. O filme é deveras interessante, Al está impecável, como sempre. Ellen Barkin surpreendeu-me com uma boa atuação. Há cenas quentes, vide as pegações de Frank e Helen no supermercado.
Ah, uma curiosidade, O nome original, "Sea of Love", é o nome de uma musica romântica dos anos 50, e o assassino usa-a sempre que vai matar alguém.
Um bom filme de suspense, com um final surpreendente.
Indicadíssimo.

Nota

*****

domingo, 24 de janeiro de 2010

Dia de Pagamento (Carlito's Way)



Ficha

titulo original: (Carlito's Way)
lançamento: 1993 (EUA)
direção: Brian De Palma
atores: Al Pacino , Sean Penn , Penelope Ann Miller , John Leguizamo , Ingrid Rogers
duração: 144 min
gênero: Policial

Elenco

* Al Pacino (Carlito Brigante)
* Sean Penn (David Kleinfeld)
* Penelope Ann Miller (Gail)
* John Leguizamo (Benny Blanco)
* Ingrid Rogers (Steffie)
* James Rebhorn (Norwalk)
* Joseph Siravo (Vinnie Taglialucci)
* Viggo Mortensen (Lalin)
* Richard Foronjy (Pete Amadesso)
* Luis Guzmán (Pachanga)
* Paul Mazursky (Juiz Feinstein)

Sinopse

Advogado (Sean Penn) tira gângster (Al Pacino) da cadeia usando brecha na lei. De volta às ruas, Carlito sabe que gastou sua sorte e quer andar na linha. Mas o advogado reaparece oferecendo uma proposta que lhe permitirá recomeçar a vida ao lado da namorada nas Bahamas.

Meu Parecer

Gente do céu, Al Pacino no melhor de sua forma como ator nesse filme de Brian de Palma. Aqui, o gangster que tenta (coitado) refazer sua vida de forma honesta, e que querendo ou não, acaba sendo arrastado para o crime. Matar para ele é fichinha, mas o sonho dele é comprar uma concessionária de carros para alugá-los. E para isso compra uma parte de uma boate. Lá ele não consegue se desvencilhar de seu passado, pois é frequentado por antigos companheiros e também por novos gangsters, que tomaram a cidade quando ele estava "de férias" na prisão.
Mas é claro que há amor! A dose é dada pela dupla Pacino/Penelope Ann Miller cuja integração foi tão real que acabou ultrapassando as telas. Sim, eles namoraram durante algum tempo durante as filmagens. O casal convence. Mas não era isso que eu queria falar. Pacino ganhou finalmente seu Oscar nesse mesmo ano, com Perfume de Mulher, e merecia também ter ganho por esse. Mérito.
Outro destaque é o Sean Pean, como o advogado "amigo" de Carlitos.
Para mim, seu quarto melhor filme. Em ordem (O Poderoso chefão, Scarface, Dia de Cão).

Nota: *****

sábado, 23 de janeiro de 2010

Simone (2002)

simone

ficha técnica:

    * título original:Simone
    * gênero:Drama
    * duração:01 hs 57 min
    * ano de lançamento:2002
    * site oficial:http://www.simonemovie.com/
    * direção: Andrew Niccol
    * roteiro:Andrew Niccol
    * produção:Andrew Niccol
    * música:Carter Burwell
    * fotografia:Edward Lachman
    * direção de arte:Sarah Knowles
    * figurino:Elisabetta Beraldo
    * edição:Paul Rubell

Elenco

*  Al Pacino (Viktor Taransky)
* Catherine Keener (Elaine)
* Rachel Roberts (Simone)
* Tony Crane (Lenny)
* Susan Chuang (Lotus)
* Sean Cullen (Bernard)
* Rebecca Romjin-Stamos (Faith)
* Winona Ryder (Nicola Anders)
* Camille Wainwright (Katie Crom)
* Evan Rachel Wood (Lainey)
* Jay Mohr (Hal)
* Pruitt Taylor Vince
* Jason Schwartzman

Sinopse

Após a principal estrela de seu mais novo trabalho desistir do projeto, o produtor Viktor Taransky (Al Pacino) entra em desespero. Sem ter como deixar tudo a perder, Taransky decide criar secretamente Simone, uma atriz digital criada especialmente para o trabalho, substituindo uma de carne e osso. Mas o que Taransky não esperava era que Simone iria se tornar um sucesso mundial, sendo que todos desejam conhecê-la pessoalmente.

 

Meu Parecer

Um filme pouco comentado de Al Pacino. Na verdade, um dos que seus fãs xiitas dizem ser dos piores. Aqui ele é Viktor, um falido diretor que ganha a oportunidade de conseguir novamente a fama ao descobrir um software que permite criar uma atriz virtual. Bom, o tema é atual, inclusive a inveja sentida por Viktor, quando seu “Frankestein” de saias faz mais sucesso que ele, relegando-o a um simples descobridor. Claro que há coisas berrantes, como o fato dela se apresentar em um estádio para milhares de pessoas e ninguém perceber a farsa. (Ó futuro, será que essas frases minhas não parecerão coisa de pessoas antigas?). Sua ex-esposa (e o resto do mundo) passa a acreditar que ele é dominado por Simone. De certa forma sim. Tanto que ele tenta destruir o software e as pessoas pensam que ele… matou a Simone. E agora? Como provar a verdade absurda que ele conta?

Talvez o que eu não goste é simplesmente o que não posso falar aqui: do final. Um final forçadamente hollywoodiano, apressado em suas conclusões, feliz até, e que nos deixa com uma frase na cabeça: onde isso vai parar?

 

Nota: ***

simone2

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Segredo de Brokeback Mountain

Ficha técnica:
título original: Brokeback Mountain
gênero: Drama
duração: 02 hs 14 min
ano de lançamento: 2005
site oficial: http://www.brokebackmountain.com
estúdio: Paramount Pictures / Good Machine / This Is That Productions / River Road Entertainment / Alberta Filmworks Inc.
distribuidora: Focus Features / Europa Filmes
direção: Ang Lee
roteiro: Larry McMurtry e Diana Ossana, baseado em estória de Annie Proulx
produção: Diana Ossana e James Schamus
música: Gustavo Santaolalla
fotografia: Rodrigo Prieto
direção de arte: Laura Ballinger
figurino: Marit Allen
edição: Geraldine Peroni e Dylan Tichenor

Sinopse: Um peão de rodeios, Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e um vaqueiro de Wyoming, Ennis Del Mar (Heath Ledger) se conhecem no verão de 1963, após serem contratados para cuidar das ovelhas de Joe Aguirre (Randy Quaid) na montanha Brokeback Mountain. Lá eles se tornam amigos e descobrem o amor. Depois dali cada um segue seu compromisso comum: Jack segue para a sua aventura nos rodeios e Ennis se casa com Alma (Michelle Williams). Após um longo tempo de separação, eles se reencontram e decidem manter em sigilo o amor que tem um pelo outro em encontros que duram sempre algum tempo para acontecer durante um período de 20 anos.

Elenco:
Jake Gyllenhaal (Jack Twist)
Heath Ledger (Ennie Del Mar)
Michelle Williams (Alma Beers Del Mar)
Anne Hathaway (Lureen Newsome Twist)
Randy Quaid (Joe Aguirre)
Linda Cardellini (Cassie Cartwright)
Anna Faris (LaShawn Malone)
Scott Michael Campbell (Monroe)
Kate Mara (Alma Del Mar Jr.)
Cheyenne Hill (Alma Del Mar Jr. - 13 anos)
Brooklyn Proulx (Alma Del Mar Jr. - 4 anos)
Tom Carey (Jimbo)
Graham Beckel (L.D. Newsome)
David Harbour (Randall)
Mary Liboiron (Fayette Newsome)
Roberta Maxwell (Mãe de Jack Twist)
Peter McRobbie (John Twist)

Meu parecer:

É sem dúvida um dos filmes mais tocantes do cinema. Não dá para não se emocionar com a história desse amor proibido pelas convenções sociais de uma época (já que a história se passa em 1963) e de um povo em específico. Algumas pessoas criticam Brokeback Mountain por ser paradão, mas sem dúvida não é um rótulo que se ponha. O forte é a introspecção daquela gente country, algo muito mais forte em Ennis del Mar (Heath Ledger), o que se segue com a bela paisagem contemplativa e a música. Fotografia impecável também. A direção de Ang Lee e o roteiro de Larry McMurtry e Diana Ossana mereceram os prêmios a eles destinados. É o primeiro papel forte do ator Heath Ledger: um banho de atuação do princípio ao fim. É impressionante que aos 25 anos (a idade que ele tinha quando fez este filme) ele pudesse ficar uma pessoa mais velha adiante, a maquiagem não foi pesada, mas a atuação dele é a que mais impressiona. Assim que ouvi os diálogos em inglês pela primeira vez (claro, isso há bastante tempo atrás) fiquei impressionada com o sotaque americano caipira de Heath Ledger, aquela voz grave de machão nos deixa pasmos. Lembro-me que os atores fizeram um workshop sobre a vida rural. Jake Gyllenhaal ao ser convocado para o elenco chegou quatro meses antes ao curso para aprender a montar. O que não era problema para Heath Ledger, que durante sua infância na Austrália já estava habituado com cavalos por causa da fazenda da sua família, outro relevante é que ele fez ainda alguns filmes em que a montaria era necessária. Ou seja, tinha experiência de sobra. Os cowboys do workshop só tiveram que adaptar um pouco a montaria dele, porque diziam “esse ator tem um jeito ainda muito ‘inglês’ de montar, vamos só dar umas coordenadas”. Brokeback Mountain rendeu ainda um prêmio em um site de melhor beijo (Heath Ledger e Jake Gyllenhaal) e também se tornou ópera.


Nota: *****

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes


Ficha técnica:
título original: Sherlock Holmes
gênero: Aventura
duração: 02 hs 08 min
ano de lançamento: 2009
site oficial: http://www.sherlockholmesofilme.com.br
estúdio: Wigram Pictures / Lin Pictures / Silver Pictures / Translux / Village Roadshow Pictures
distribuidora: Warner Bros. Pictures
direção: Guy Ritchie
roteiro: Michael Robert Johnson, Anthony Peckham e Simon Kinberg, baseado em estória de Lionel Wigran e Michael Robert Johnson e nos personagens criados por Arthur Conan Doyle
produção: Susan Downey, Dan Lin, Lionel Wigram e Joel Silver
música: Hans Zimmer
fotografia: Philippe Rousselot
direção de arte: James Foster, Nick Gottschalk, Matthew Gray e Niall Moroney
figurino: Jenny Beavan
edição: James Herbert
efeitos especiais: Double Negative / Plowman Craven & Associates / The Visual Effects Company

Sinopse:
Final do século XIX. Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) é um detetive conhecido por usar a lógica dedutiva e o método científico para decifrar os casos nos quais trabalha. O Dr. John Watson (Jude Law) é seu fiel parceiro, que sempre o acompanhou em suas aventuras. Porém esta situação está prestes a mudar, já que Watson pretende se casar com Mary Morstan (Kelly Reilly). Isto não agrada Holmes, que não deseja o afastamento do colega. O último caso da dupla envolve Lorde Blackwood (Mark Strong), por eles presos ao realizar um ritual macabro que previa o assassinato de uma jovem. Blackwood já havia matado quatro mulheres e tem fama junto a população de ser um poderoso feiticeiro. Ele é preso e depois condenado à forca, mas misteriosamente é visto deixando o túmulo onde seu caixão foi deixado. Holmes e Watson são chamados para solucionar o caso e logo ele se torna um grande desafio para o detetive, que não acredita em qualquer tipo de magia. Em meio às investigações há o retorno de Irene Adler (Rachel McAdams), uma ladra experiente por quem Holmes tem uma queda.

Elenco:
Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes)
Jude Law (Dr. John Watson)
Rachel McAdams (Irene Adler)
Mark Strong (Lorde Blackwood)
Kelly Reilly (Mary Morstan)
Eddie Marsan (Inspetor Lestrade)
Hans Matheson (Lorde Coward)
William Hope (John Standish)
Geraldine James (Sra. Hudson)
Joe Egan (Big Joe)
David Garrick (McMurdo)
James A. Stephens (Capitão Philips)


Meu parecer:

O filme impressiona com as atuações de Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes) e Jude Law (Dr. John Watson). Aliás, o brilho intenso fica para Robert Downey Jr. sem dúvida. A nova versão do lendário detetive é cheia de adrenalina, belos cenários, excelente fotografia, efeitos especiais e som da melhor qualidade. Ah, a trilha sonora também é empolgante! Quem pensa em ver um Sherlock Holmes com aquele figurino quadriculado pode até não gostar, mas essa versão traz um traje com design mais à moda da época. Umas das cenas mais engraçadas é o Sherlock testando substâncias soníferas no seu cãozinho, o que deixa a empregada de cabelo em pé: “O senhor matou seu cachorro de novo?”... E ele: “Eu só estou aplicando (... ) ele já está acostumado”. Só faltou mesmo aquela célebre frase: “Elementar meu caro Watson”.


Nota: *****

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Borat

Ficha técnica:
título original:Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan
gênero:Comédia
duração:01 hs 24 min
ano de lançamento:2006
site oficial:http://www.boratmovie.com/
estúdio:One America / Dune Entertainment / Four by Two / Everyman Pictures / Major Studio Partners
distribuidora:20th Century Fox Film Corporation
direção: Larry Charles
roteiro:Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Anthony Hines e Dan Mazer, baseado em estória de Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Todd Phillips e Anthony Hines
produção:Jay Roach e Sacha Baron Cohen
música:Erran Baron Cohen
fotografia:Luke Geissbuhler e Anthony Hardwick
direção de arte:David Maturana
figurino:Jaosn Alper
edição:Craig Alpert, Peter Teschner e James Thomas
efeitos especiais:Yard VFX


Elenco:
Sacha Baron Cohen (Borat Sagdiyev)
Ken Davitian (Azamat Bagatov)
Luenell (Luenell)
Pamela Anderson
Bob Barr
Bobby Rowe
Alan Keyes
Mariam Behar
Spirea Ciorobea
Michael Psenicksa
Jim Sell
Larry Walker
Linda Stein

Sinopse:
Borat Sagdiyev (Sacha Baron Cohen) é um jornalista do Cazaquistão que deixa o país rumo aos Estados Unidos, na intenção de fazer um documentário. Durante sua viagem pelo país ele conhece pessoas reais, que ao reagir ao seu comportamento primitivo expõem o preconceito e a hipocrisia existentes na cultura americana.


Meu parecer:

Borat é aquele filme tipo “ame-o ou odeie-o”. É justamente esse tipo de reação que causa ao público. Sacha Baron Cohen mostra que é excelente ator para o ramo que escolheu: a comédia. Claro, numa linguagem muito pessoal, aquela de vestir mesmo o personagem e vivê-lo de tal forma em que todas as baboseiras e encrencas vividas pareçam naturais. Nesta produção de escracho puro, o humor é palhaço. Claro, politicamente incorreto, mas é isto a que garante as boas risadas. Aquela parceria entre Borat (Sacha) e seu ajudante Azamat (Ken Davitian) é inesquecível, principalmente quando os dois lutam nus por causa de uma foto de Pamela Anderson. A moça é o alvo da apaixonite exagerada de Borat, daí ele precisa viajar até Los Angeles até encontrá-la, durante o percurso situações loucas e inusitadas acontecem. É uma crítica a sociedade americana.


Nota: ****

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Annapolis

Ficha Técnica:
Título Original: Annapolis
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2006
Site Oficial: http://annapolis.movies.com
Estúdio: Touchstone Pictures / Mother B Productions
Distribuição: Buena Vista International / Columbia Pictures
Direção: Justin Lin
Roteiro: David Collard
Produção: Damien Saccani e Mark Vahradian
Música: Brian Tyler
Fotografia: Phil Abraham
Desenho de Produção: Patti Podesta
Direção de Arte: Christopher Tandon
Figurino: Gloria Gresham
Edição: Fred Raskin


Elenco:
James Franco (Jake Huard)
Donnie Wahlberg (Tenente-comandante Burton)
Jordana Brewster (Ali)
McCaleb Burnett (Whitaker)
Chi McBride (McNally)
Wilmer Calderon (Estrada)
Jimmy Yi Fu Li (Lin)
Macka Foley (Ref)
Jim Parrack (A.J.)
Brian Goodman (Bill Huard)
Roger Fan (Loo)
Billy Finnigan (Kevin)
Katie Hein (Risa)
Tyrese Gibson (Cole)
Charles Napier (Carter)
Heather Henderson (Daniels)
Cynthia Webb (Sra. Nance)
Matt Myers (Sr. Nance)

Sinopse:
Após conseguir uma vaga na cobiçada Academia Naval de Annapolis, Jake Huard (James Franco) acreditava que todos os seus sonhos tinham se realizado. Sem nada a perder, ele decide participar do violento torneio de boxe da Marinha, conhecido como The Brigade Championships, onde enfrentará seu arqui-rival Cole (Tyrese Gibson). Com a participação no torneio Jake tem a chance de deixar seu pai orgulhoso, legitimar a confiança nele depositada e ainda defender os demais recrutas.

Meu parecer: James Franco também está muito booooom neste filme. Senti falta da sua famosa pegada que deixa todas suspirando como em “Tristão em Isolda”, os momentos de um possível romance entre ele e Ali (Jordana Brewster) não chega a acontecer, fica só alguma coisa no ar. Algo falta a este filme além do mencionado, não sei se é alguns ajustes de roteiro. Um pouco meia boca. Para quem goste de filmes com temática militar talvez agrade.


Nota: ***


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O diabo veste Prada

Ficha técnica:
título original: The Devil Wears Prada
gênero: Comédia
duração: 01 hs 49 min
ano de lançamento: 2006
site oficial: http://www.devilwearspradamovie.com/
estúdio: 20th Century Fox / Peninsula Films
distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation
direção: David Frankel
roteiro: Aline Brosh McKenna, baseado em livro de Lauren Weisberger
produção: Wendy Finerman
música: Theodore Shapiro
fotografia: Florian Balhaus
direção de arte: Anne Seibel e Tom Warren
figurino: Patricia Field
edição: Mark Livolsi
efeitos especiais: Lola Visual Effects

Sinopse: Andrea Sachs (Anne Hathaway) é novata na Runaway Magazine, a mais importante revista de moda de Nova York. Andréa é uma jovem jornalista que acumula bons trabalhos sobre outros temas, menos moda. Neste local ela verá como será dureza ter que aprender o que jamais teve intimidade de escrever. Na verdade neste emprego ela será assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), principal executiva da revista. Apesar da chance que muitos sonhariam em conseguir, logo Andrea nota que trabalhar com Miranda não é tão simples assim.

Elenco:
Meryl Streep (Miranda Priestly)
Anne Hathaway (Andrea "Andy" Sachs)
Emily Blunt (Emily)
Stanley Tucci (Nigel)
Adrian Grenier (Nate)
Tracie Thoms (Lilly)
Rich Sommer (Doug)
Simon Baker (Christian Thompson)
Daniel Sunjata (James Holt)
Jimena Hoyos (Lucia)
Rebecca Mader (Jocelyn)
Tibor Feldman (Irv Ravitz)
Stephanie Szostak (Jacquelline Follet)
David Marshall Grant (Richard Barnes)
James Naughton (Stephen)
Gisele Bundchen (Serena)
Heidi Klum (Heidi Klum)
Valentino Garavani (Valentino Garavani)


Meu parecer: “O diabo veste Prada” é realmente um filme leve, apesar de nós espectadores logo a primeira vez que assistimos esperamos uma Miranda um pouco mais maldosa. Mas tudo ali tem uma razão de ser. Meryl Streep e Anne Hathaway estão maravilhosas. O que é muito bom também é a trilha sonora e o figurino.


Nota: ****

domingo, 17 de janeiro de 2010

Beijos e Tiros


Ficha técnica:
título original:Kiss Kiss, Bang Bang
gênero:Ficção
duração:01 hs 42 min
ano de lançamento:2005
estúdio:Warner Bros. / Silver Pictures
distribuidora:Warner Bros.
direção: Shane Black
roteiro:Shane Black, baseado em livro de Brett Halliday
produção:Joel Silver
música:John Ottman
fotografia:Michael Barrett
direção de arte:
figurino:Christopher J. Kristoff
edição:Jim Page
efeitos especiais:Lola Visual Effects
Sinopse: Ao fugir da polícia Harry Lockhart (Robert Downey Jr.), um ladrão fracassado, invade um teste para atores e acaba sendo enviado para Hollywood para trabalhar. Lá ele participa de um "laboratório" com um detetive particular para um papel e se vê em meio a uma complicada trama que envolve um assassinato. É quando Lockhart acaba se relacionando com uma antiga paixão dos tempos de escola.


Elenco:
Robert Downey Jr. (Harry Lockhart)
Val Kilmer (Gay Perry)
Michelle Monaghan (Harmony Faith Lane)
Corbin Bernsen (Harlan Dexter)
Dash Mihok (Sr. Frying Pan)
Larry Miller (Dabney Shaw)
Rockmond Dunbar (Sr. Fire)
Angela Lindvall (Flicka)
Indio Falconer Downey (Harry Lockhart - 9 anos)
Ariel Winter (Harmony Faith Lane - 7 anos)
Josh Richman (Rickie)
Shannyn Sossamon (Garota de cabelo rosa)
Meu parecer: Taí um filme divertido! Além de muito bom claro! Você realmente ri com o tipo atrapalhado que faz o Robert Downey Jr. nesse filme. O bichinho é totalmente azarado, se mete em cada roubada... Uma delas é quando a Harmony (Michelle Monaghan) prende o dedo de Harry (Robert Downey Jr.) na porta e o mesmo acaba caindo. Harry até que tenta emendar, mas em um dado momento do filme quando o dedo dele cai de novo e o coloca num balde de gelo para fazer "outra cirurgia" lá vem o cachorro dele e come. Não espere encontrar normalidade nesse filme. É muito louco mesmo. Mas tem tudo na medida certa.
Nota: ****

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cidade do Silêncio


Ficha técnica:
título original:Bordertown
gênero: Drama
duração:01 hs 52 min
ano de lançamento: 2007
site oficial: http://www.bordertownmovie.com/
estúdio: El Norte Productions / Mosaic Media Group / Mobius Entertainment Ltd. / Nuyorican Productions
distribuidora:ThinkFilm / Imagem Filmes
direção: Greogry Nava
roteiro: Gregory Nava
produção: Simon Fields e Gregory Nava
música: Graeme Revell
fotografia: Reynaldo Villalobos
direção de arte:Edward Vega, Marcia Calosio e Roberta Marquez
figurino: Elisabetta Beraldo
edição: Padraic McKinley efeitos especiais:Great FX
Sinopse:
Graças ao Tratado de Livre Comércio empresas do mundo inteiro montaram fábricas no México, na fronteira com os Estados Unidos. Com mão-de-obra barata e isenção de impostos, estas companhias fabricam produtos a baixo custo, que são vendidos nos Estados Unidos. Nas mais de mil fábricas de Juarez um televisor é fabricado a cada três segundos e um computador a cada sete. As fábricas contratam mulheres, que aceitam salários menores e reclamam menos dos expedientes longos e condições ruins de trabalho. Muitas fábricas operam 24 horas por dia. Muitas mulheres são atacadas a caminho do trabalho ou de casa, tarde da noite ou no início das manhãs. As companhias não garantem a segurança dos funcionários e várias mulheres foram mortas em Juarez. Com este quadro o editor-chefe do Chicago Sentinel, George Morgan (Martin Sheen), envia para lá a repórter Lauren Adrian (Jennifer Lopez), que não queria fazer a matéria e só concordou em ir pois, se fizer um bom trabalho, terá chance de ser correspondente estrangeira. Ao chegar entra em contato com um repórter com quem já trabalhou, Alfonso Diaz (Antonio Banderas), que agora é o editor de El Sol, um jornal que não aceita a "versão oficial" sobre as mortes que acontecem na região. Diaz diz para Lauren que 375 mortes é só mais uma mentira da polícia, pois na verdade quase 5 mil mulheres já morreram. A situação fica muito tensa quando uma jovem de 16 anos, Eva Jimenez (Maya Zapata), é atacada. Seus agressores pensavam que estava morta e agora ela pode testemunhar sobre quem tentou matá-la. Lauren faz tudo para protegê-la, inclusive da polícia, mas alguns não ligam a mínima para a situação de Eva e das mulheres de Juárez.
Elenco:
Jennifer Lopez (Lauren Adrian)
Antonio Banderas (Alfonso Diaz)
Kate del Castillo (Elena Diaz)
John Norman (Senador Rawlings)
Irineo Alvarez (Domingo Esparza)
Randall Batinkoff (Frank Kozerski)
Juan Diego Botto (Marco Antonio Salamanca)
Sônia Braga (Teresa Casillas)
Julio Cedillo (Julio)
Zaide Silvia Gutiérrez (Lourdes Jimenez)
Ronald Hamilton (Padre)
Rene Rivera (Aris Rodriguez)
Teresa Ruiz (Cecilia Rojas)
Martin Sheen (George Morgan)
Brandon Smith (Sr. Adrian)
Jorge Urzua (Eduardo Lopez)
Karolinah Villarreal (Lauren Adrian - jovem)
Maya Zapata (Eva Jimenez)
Meu parecer: É interessante ver Jennifer López em filme com uma temática de cunho social, o papel dela chega a ser comovente. O filme é baseado em fatos reais. A colaboração cênica de Antonio Banderas está ótima e ver o cantor colombiano Juanes em uma curta participação cantando "Camisa Negra" também é boa de se ver.
Nota: ***

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